Orgulho de ser brasileiro
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Quem Peidou?
Perguntas inquietantes que assolam nosso dia a diaInício Quem sou eu? Orgulho de ser brasileiro?
Dezembro 4, 2008Nacionalidade é uma coisa intrigante. É um dos primeiros rótulos que uma pessoa recebe, um que a acompanha pelo resto da vida. Como acontece com todo rótulo, muitos preconceitos e estereótipos são baseados na nacionalidade. Desavenças são criadas, discórdia é gerada e guerras são travadas, tudo em nome do local onde você nasce e vive. Mesmo que isso, na verdade, diga muito pouco sobre quem você é.
Neste post na Papo de Homem, o autor narra sua experiência em terras estrangeiras e compara as diversas culturas e características com as do nosso país. Mesmo que apresente muitos pontos válidos, há uma generalização muito grande, uma quase xenofobia, presente no texto. Do mesmo modo que ele critica a visão estereotipada que os gringos tem de nós ele demonstra para com os gringos.
De maneira inversa, este post do Cardoso mostra uma quase vergonha de ser brasileiro. A opinião de que barbarismos como os saques que ocorreram em Santa Catarina só acontecem por aqui, e nunca em terras “civilizadas”, é tão equivocada quanto exaltar nossa nação e depreciar as outras. Como comentei no próprio post, filho da puta existe em todo o lugar.
O fato é que humanos são humanos. Tão diversos uns dos outros, e ainda assim tão parecidos. Existem todos os tipos de pessoas em todos os lugares do mundo: pessoas boas e solidárias, pessoas indiferentes e passivas, pessoas cruéis e maliciosas, pessoas cordiais, pessoas mal humoradas, pessoas extrovertidas, introvertidas. Em todas as culturas. Em todas as nações.
É claro que a cultura, a história, os hábitos, a localização, entre outros fatores, influenciam no comportamento de determinados grupos de pessoas, mas não podemos desconsiderar o gosto pessoal de cada cidadão. Apesar da visão que se tem de que brasileiro adora praia e futebol, eu prefiro o clima mais ameno das montanhas e não ligo tanto pra futebol, e tenho certeza de que muitos brasileiros compartilham da mesma opinião.
E ainda que personalidade e gosto pessoal variem de indivíduo pra indivíduo, a força do rótulo “nacionalidade” é grande e, muitas vezes, determina certas características da sociedade como um todo. A mania do brasileiro de dar jeitinho em tudo, por exemplo, pode não ser praticada por muitos, mas é uma atitude muito comum em qualquer lugar do país. São essas características, positivas e negativas, que nos definem como povo, que nos distinguem de outras nações. E essa distinção, normalmente, gera o sentimento de nacionalismo.
Digo normalmente porque, no Brasil, o nacionalismo é meio que sazonal. Como canta Os Seminovos, brasileiro só tem “muito orgulho e muito amor” em época de Copa do Mundo e Olimpíadas. Se a mídia alardeia o nacionalismo, todo mundo é nacionalista. Mas na hora de prestar o serviço militar (que deveria ser voluntário e bem pago), de pagar os impostos (que deveriam ser mais amenos e bem aplicados) ou de cobrar atitudes dos governantes (que deveriam ser bem escolhidos), o brasileiro pensa primeiro no próprio rabo.
Eu me considero um nacionalista de verdade. Fico orgulhoso quando o barbudão defende a nação e enfrenta os gringos, mesmo sabendo que tudo não passa de mera demagogia. Fico empolgado com conquistas e descobertas de cientistas brasileiros, mesmo sabendo que elas ainda sejam pequenas comparadas com as estrangeiras. Acima de tudo, meu maior sonho é ver o Brasil se tornar uma grande nação, um dos líderes mundiais, como alguns economistas prevêem.
E acho que isso é possível, apesar dos vícios do povo brasileiro, porque sei que humanos são humanos, e os outros povos têm seus próprios defeitos. Gente medíocre não é exclusividade do Brasil, existe aos montes em qualquer lugar. São as grandes mentes que fazem o mundo andar, e acredito que existam muitas por aqui.
Não que isso me faça ter grandes esperanças na humanidade.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
Agora o atendimento telefônico melhora?
Dezembro 1, 2008Hoje entraram em vigor as novas regras para atendimento telefônico das empresas brasileiras. Ainda assim, muitos casos de descumprimento são relatados a todo o momento, não só pela mídia como por amigos e conhecidos. O que, pelo menos para mim, já era de se esperar.
O decreto foi assinado pelo nosso digníssimo presidente no começo de outubro; ou seja, foram dois meses para que as empresas adequassem sua infraestrutura para atender as novas normas. Mas aparentemente aqui no nosso Brasil veronil, as leis nunca são levadas muito a sério. Sempre se dá um jeitinho, uma outra interpretação às coisas, e tenho uma leve suspeita de que esse vai ser o caso.
Mas no fundo eu espero que não. Espero que, depois que algumas multas milionárias forem aplicadas, as empresas percebam que os custos de descumprimento da lei são maiores do que os custo para reestruturar seus call centers. Espero que o governo faça sua parte e fiscalize. Espero que as coisas melhorem, pelo menos um pouco.
E então o próximo passo seria estabelecer regras para telemarketing. Porque vendedor me ligando às 10 da noite enche o saco tanto quanto ficar meia hora esperando ser atendido.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
Queime depois de ler. E depois de ver?
Novembro 29, 2008O mais recente filme dos irmão Coen, “Queime depois de ler” traz a história inusitada de um ex-agente da CIA (John Malkovich), um policial mulherengo (George Clooney), dois funcionários de uma academia de ginástica (Brad Pitt e Frances McDormand) e algumas outras pessoas que, em uma sucessão de encontros e desencontros, coincidências e mal-entendidos, se envolvem umas com as outras em situações cômicas e inusitadas.
O filme é engraçado. Ponto. Não é um daqueles filmes com história elaborada, que faz você pensar ou te acrescenta alguma coisa. É entretenimento puro, pra dar boas gargalhadas com as atuações de Malkovich, sempre estressado, Clooney, paranóico e cínico, e Pitt, simplesmente um idiota paspalhão. Definitivamente, não é um filme pra ser levadoa sério.
Na escala Sugui de avaliação cinematográfica, recebe um 7/10. O filme é bom, os personagens são hilários, mas não tem aquele apelo que te faz ver um filme pela segunda vez. Então é assistir e queimar depois de ver.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
Conhece o cachorro do Frankenstein?
Novembro 29, 2008Pra quem achava que o filme “A outra face” era um absurdo, aqui vai uma notícia chocante: cientistas chineses realizaram um “transplante de rosto” em um cão da raça beagle usando uma parte da face de um vira-lata.
A operação, realizada há dois anos, aparentemente foi mantida em segredo até agora. Considerando que os militantes da defesa dos animais vão apedrejar os responsáveis pela, digamos, inovadora operação, se eles tivessem anunciado suas inteções com antecedência ela nunca seria realizada.
Qual o propósito de tal empreitada? Não tenho certeza. Qual seria a repercursão se isso fosse feito em seres humanos? Sou incapaz de mensurar. Mas tenho a impressão de que isso ainda vai dar muito o que falar.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
O que é criatividade?
Novembro 27, 2008É dar uma cara nova a uma piada velha, como esse cara aqui:
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
O que as pessoas deveriam saber sobre os nerds?
Novembro 27, 2008Hoje um colega de trabalho ficou surpreso e espantado por eu ser um nerd assumido. “Eu nunca vi alguém que tivesse tanto orgulho de ser nerd”, disse. Isso me fez pensar em quanto os nerds ainda são incompreendidos e estereotipados: basta uma pesquisa rápida no Google para se achar muitas páginas com definições depreciativas e preconceituosas sobre nerds.
Resolvi então escrever este artigo, para tentar esclarecer e desmitificar algumas visões errôneas que as pessoas têm a respeito dos nerds.
1. Nerds não são todos iguais
Todo mundo já deveria saber disso, mas lá vai: as pessoas são diferentes umas das outras. Cada um tem sua personalidade, suas preferências, suas qualidades e seus defeitos. E isso não exclui nerds.
De modo geral, são três as características comuns a (quase) todos os nerds: a preferência por atividades intelectuais, o interesse acentuado por assuntos incomuns ou atípicos e a constante busca por informação e conhecimento. Tirando isso, cada nerd é de um jeito. O estereótipo do sujeito branquelo, magricela, frágil, que usa óculos, não sai de casa e fica estudando o dia inteiro representa apenas uma parte (mínima) da população nerd.
2. Nem todo nerd é tímido ou anti-social (e vice versa)
Muita gente acha que nerd é sinônimo de anti-social, o que não é verdade. Ressaltando o que foi dito no item anterior, cada nerd é de um jeito, e apenas alguns correspondem ao estereótipo criado pela mídia.
O que acontece é que, como todas as pessoas, nerds se associam preferencialmente a seus semelhantes, que por vezes são difíceis de encontrar, uma vez que nerds são mais escassos do que pessoas “normais”. E como muitos nerds adotam a filosofia do “antes só do que mal acompanhado”, acabam invariavelmente se privando de contato social.
Mesmo assim, existem nerds que se relacionam muito bem com qualquer tipo de pessoa, mantendo um grande círculo de amigos e conhecidos não-nerds. Ser nerd não impede uma pessoa de ser popular, embora nerds populares sejam extremamente raros (e muitas vezes não são reconhecidos como nerds).
De maneira recíproca, nem toda pessoa tímida ou anti-social é nerd. Se não apresentar as características mencionadas anteriormente (ou pelo menos uma delas), alguém dificilmente pode ser considerado um nerd, mesmo que viva isolado do mundo, trancado em casa e sem amigos.
3. Nem todo nerd sabe que é nerd
Muitas vezes, um nerd que não tem contato com outros nerds sequer tem conhecimento de sua condição. Em outros casos, seja por preconceito ou insegurança, um nerd não assume o que é, levando uma vida falsa e incompleta tentando se enquadrar na sociedade “normal”. É possível que uma pessoa passe a vida inteira sem saber que é nerd.
A maioria dos nerds acaba percebendo por si só que é diferente dos outros, e o que o faz ser desse modo. Essa descoberta normalmente se dá na adolescência, uma época de questionamentos e autoconhecimento natural para todos os seres humanos. Mas caso haja o medo da rejeição, da marginalização e da ridicularização por parte daqueles que o cercam, o indivíduo acaba reprimindo sua verdadeira natureza, e muitos nem se dão conta disso.
Curioso notar que isso não acontece apenas com nerds, mas com qualquer pessoa que seja “diferente”, como homossexuais, por exemplo. Mas como o preconceito da sociedade faz as pessoas negarem o que são e como isso as torna infelizes é um assunto pra outro dia.
4. Nerds pensam de modo diferente
Talvez sua versão de diversão seja sair pra balada, encher a cara com todo tipo de bebida que estiver disponível, “catar” o máximo de “minas” que puder e terminar a noite vomitando na sarjeta, para no dia seguinte contar tudo aos amigos. Talvez você se contente em passar o domingo assistindo ao jogo de futebol e ao Fantástico. Talvez seu objetivo na vida seja ter uma família e trabalhar para mantê-la. Mas dificilmente um nerd concordaria com você.
Nerds são únicos porque têm interesses únicos, e isso faz com que cada nerd tenha uma visão diferente do mundo. Mesmo que alguns grupos compartilhem certos interesses e certas opiniões, é raro que dois nerds concordem em tudo, porque suas buscas pessoais por conhecimento os alimentam com visões e idéias diferentes. Claro que isso vale para todas as pessoas, mas no caso dos nerds essa diferença de valores fica mais evidente, seja porque nerds possuem mais base para seus argumentos, seja porque nerds apreciam discutir e trocar idéias.
5. Chamar um nerd de nerd não é ofensa
Um conceito que as pessoas têm é de que “nerd” é um termo pejorativo. De fato, em suas origens, essa era a conotação desejada, mas hoje em dia isso já não é mais verdade. Mesmo que os não-nerds o usem dessa forma, um verdadeiro nerd dificilmente se sentirá ofendido por ser chamado de nerd.
Primeiro, porque é o que ele é; chamar um japonês de “japa” ou um evangélico de “crente” não é ofensa, é constatar o óbvio. E segundo por que nerds, como já foi dito, pensam diferente e tem outros valores; o que para as pessoas “normais” é uma ofensa, para o nerd pode não ser nada demais, ou até mesmo um elogio.
6. Alguns nerds podem ser bem vingativos
“Seja legal com os nerds. É provável que você acabe trabalhando pra um” (Charles J. Sykes)
Muitos nerds não ligam para as chacotas de que são alvos, considerando-as apenas demonstrações de ignorância e preconceito por parte de seres inferiores. Mas alguns nerds podem guardar rancor das humilhações sofridas, da rejeição e do escárnio.
Esses nerds podem virar um daqueles chefes sociopatas, que abusam moralmente de seus subordinados, ou, na pior das hipóteses, um daqueles assassinos em massa que invadem o escritório e atiram nos colegas de trabalho. Em ambos os casos, adivinha qual o primeiro alvo da ira do nerd rancoroso?
7. Os nerds fazem o mundo girar
Se hoje você usa um computador, vê televisão, fala ao telefone e dirige um carro, é tudo graças aos nerds. Parece que as pessoas não se lembram, ou simplesmente não sabem, que a tecnologia atual só chegou a este nível por causa de nerds que, desde tempo imemoriais, buscam mais e mais conhecimento, questionam os paradigmas da sociedade e criam soluções para problemas cotidianos.
Basicamente, é isso. Espero que este texto ajude as pessoas a compreenderem melhor os nerds, e talvez, um dia, eliminar o preconceito que ainda sofremos.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
O brasileiro está menos racista ou mais hipócrita?
Novembro 24, 2008Uma pesquisa da Folha revelou que o preconceito contra negros no Brasil diminuiu desde 1993 até hoje. Será mesmo?
Segundo a pesquisa, apenas 3% dos entrevistados se declararam preconceituosos, contra 11% há 13 anos. Porém a mesma pesquisa mostra que 91% dos brasileiros ainda vê o Brasil como um país racista. Ou seja, “eu não sou racista, mas os outros são” parece ser o discurso geral. É a onda do politicamente correto que assola a nação.
Acho que o pior de tudo foi, na análise óbvia dos sociólogos sobre a pesquisa, ler a declaração iludida da socióloga Yvonne Maggie de que “O que temos de concreto nesses últimos anos foi que houve uma melhoria radical do sistema educacional no Brasil”. Melhoria radical?! Por Takhisis, me mostra onde! Mesmo que a escolaridade tenha aumentado no Brasil nos últimos anos, isso não quer dizer que houve uma melhoria do sistema educacional. Pelo contrário, isso apenas revela que o sistema está tão ruim que mesmo os estúpidos estão completando o nível superior.
Eu admito que sou um pouco preconceituoso, mas não quanto à etnia ou origem, e sim quanto à capacidade intelectual. Se um sujeito chega falando “é nóis” e “pra mim fazer”, eu já nem quero conversa. Odeio gente burra mais que tudo no mundo, e isso rompe qualquer barreira racial que a sociedade possa ter imposto. Mas gente hipócrita não fica muito atrás na minha lista de “vermes insignificantes”, e infelizmente a maioria dos brasileiros se enquadra nas duas categorias.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
D&D 4E ou Pathfinder?
Novembro 23, 2008Pra ser sincero, eu até gostei da 4a. Edição do D&D. Achei um jogo sólido mecanicamente, com classes equilibradas e fácil de ser mestrado. O que me irritou profundamente foi a estratégia caça-níqueis da Wizards de lançar conteúdo espalhado por dezenas de livros, para que você compre e compre e compre…
Então fiquei sabendo do Pathfinder, o livro lançado pela Paizo Publishing que se propõe a substituir o D&D 3.5E, e resolvi dar uma olhada. Achei simplesmente fenomenal.
Tudo o que a Wizards não fez com o 3.5 a Paizo fez. Raças mais equilibradas, Classes com mais opções, sistema de combate mais enxuto, mais opções de Feats. Ainda não tive tempo de ver como ficaram as magias, mas os escritores do Pathfinder alegam que muitos pontos que tornavam o jogo enrolado, como Polymorph, foram melhorados.
Como o jogo ainda está em Beta, faltam coisas importantes, como Prestige Classes, o que não impede que o usemos para rolar campanhas. As classes básicas foram reformuladas de modo que é bastante atrativo seguir até o 20º nível com apenas uma delas. O material é compatível com o que já foi lançado para 3.5, o que nos permite usar todo aqueles livros em que investimos tanto dinheiro e tempo.
Eu ainda pretendo usar o D&D 4E em algum jogo, provavelmente uma campanha para iniciantes. Mas com meu grupo de sempre, que joga D&D comigo há anos e anos, com certeza vou usar o Pathfinder.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
O filme de Max Payne vale a pena?
Novembro 22, 2008Quando vi, alguns meses atrás, que estavam fazendo um filme de Max Payne, fiquei empolgado. Mesmo que a experiência me dissesse que adaptações do jogos para o cinema raramente são bem sucedidos, eu criei uma certa expectativa, na esperança de que esta vez seria a exceção. Depois de ver o trailer, então, minha empolgação aumentou mais ainda.
Após uma longa espera, finalmente o filme saiu. Teve sua estréia aqui adiada em quase um mês, o que me deu tempo de ler algumas resenhas no IMDB, algumas favoráveis, outras nem tanto. Pelo menos, já fui para o cinema preparado, sabendo que a história do filme não tinha muito em comum com a história do jogo (que, aliás, eu só joguei até a metade…)
Sem entrar em muitos detalhes, o filme não me decepcionou… muito. Achei legal o clima, a fotografia, os detalhes que só quem jogou o jogo percebeu e a personalidade de Max bem interpretada por Mark Wahlberg. Por outro lado, a trama é previsível, o enredo fica meio perdido e a maior parte dos outros personagens não corresponde ao que vemos no jogo.
Gostei do filme, mas acho que poderia ter sido melhor. Nota 7/10 (o que, na escala Sugui de avaliação cinematográfica, corresponde a um “vale a pena assistir no cinema”).
Dica pra quem for assistir: há uma cena após os créditos.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
De que os humanos são capazes?
Novembro 19, 2008Eu não sou uma pessoa que normalmente se simpatiza pela dor alheia, ou que se revolta com as atrocidades que os seres humanos são capazes, mas mesmo meu coração de pedra deu uma contorcida de indgnação quando li essa notícia. Dois psicopatas torturaram durante meses uma menina de três anos, até que a criança morreu. A crueldade demonstrada pelos criminosos é digna das criaturas mais vis que o imaginário humano pode conceber. Se demônios existem, com certeza esses dois fazem parte de suas hordas.
Talvez o mais chocante do caso seja o completo despropósito da violência praticada. Quando imbecis supersticiosos matam uma criança albina para fazer poções mágicas com partes de seu corpo, há uma justificativa, por mais idiota e atroz que seja. Mas com qual finalidade, além de sua satisfação doentia, as aberrações neozelandesas tinham para seus atos? O que motivou a mãe da criança a ficar omissa enquanto a filha sofria abusos inumanos? Que tipo de seres humanos são os parentes e vizinhos da pobre Nia, que não tomaram nenhuma providência mesmo sabendo dos rituais sádicos pelos quais a menina passava?
Porém, o mais patético nessa história toda foi a declaração da senhora Cindy Kiro, comissária do Conselho da Criança da Nova Zelândia, ao dizer que “o único consolo neste caso é que a justiça foi feita”. Alguém por favor me explica onde está a justiça deste caso? Qual punição os dois monstros receberão que se equipare à dor que causaram? Qual punição seria adequada a uma mãe que obviamente não sentia coisa alguma pela filha? Qual punição receberão os parentes e vizinhos omissos, que não impediram que mais atrocidades fossem cometidas contra uma criança indefesa?
O problema com psicopatas é exatamente que não importa qual pena se aplique, não será nem de perto equivalente ao sofrimento que causam. Mesmo que fiquem presos pelo resto da vida, e todo dia sejam espancados até perderem a consciência (o que algum defensor babaca dos direitos humanos com certeza iria achar um absurdo), mesmo assim isso não seria capaz de se igualar à dor que causaram. Porque uma criança de três anos de idade não tem a resistência que pessoas adultas têm. Porque crianças de três anos não fizeram nada pra receber tal tratamento. Porque crianças de três anos sequer sabem o que está acontecendo, sequer têm consciência completa do mundo em que habitam. E por uma infinidade de motivos mais.
Talvez tenha sido até melhor que Nia tenha morrido. Qual seria seu destino caso tivesse sobrevivido? Que sequelas, físicas e psicológicas, teriam sido deixadas? Depois de passar por tanto sofrimento, seria justo que ela passasse por essa existência decadente e miserável que é a condição humana? Se deus existe e é misericordioso como dizem, talvez ela esteja em um lugar melhor. Caso contrário, pelo menos ela não sofre mais.
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Escrito por Daniel Sugui——————————————————————————–
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